#Destinadas – vivendo a verdadeira vida

Ai que vida que passa na terra  /  Quem ouve o rufar do tambor

Quem não canta na força da guerra / Ai, amor, ai amor, ai amor

Quem a vida quiser verdadeira  /  É fazer-se uma vez vivandeira /

Só na guerra se matam saudades  /  Só na guerra se sente o viver

Só na guerra se acabam as vaidades  /  Só na guerra não custa morrer

DESTINADAS en el caminho. Um filme de estrada e de jornada, uma investigação sobre as mulheres que, em pleno século XIX, participaram da Guerra da Tríplice Aliança (aka Guerra do Paraguai), assim como a busca da mulher que a jovem youtuber ELISA quer, em pleno terceiro milênio, se tornar.

BOOK de apresentação do projeto (download)

Mas o que têm em comum, uma prostituta transviada de São Borja, a filha de um rabequeiro saltimbanco de Jaicó e a tataravó da Tônia Carreiro? O que têm em comum, uma maestrina boêmia carioca, a mais bela donzela do Paraguay e um grupo de senhoras da melhor sociedade correntina, esposas de generais? O que têm em comum, a francesa Dorothea Duprat de Lasserre, a irlandesa Elisa Alicia Lynch e a uruguaia Catalina Quintana?

São mulheres. E por sê-lo, e viverem no Cone Sul da América Latina na segunda metade do século XIX, tiveram suas vidas arrebatadas pelo capítulo mais violento da história de nosso continente.

Seja como vítimas, armas ou soldados, como embaixatrizes, estrategistas ou despojos de guerra, suas biografias nos ajudam hoje a contar os cinco anos da Campanha da Tríplice Aliança contra o vizinho Paraguay. E isso, apesar de seus relatos terem permanecidos por exatos século e meio enterrados sob os escombros, as ruinas e os cadáveres dos homens que, eles sim, souberam entrar para a História.

E o que podem ter em comum a rebelde youtuber brasileira ELISA, a frágil e secreta aprendiz de escritora argentina ELENA e a acrobata malabarista e candidata guarani ao Cirque du Solei MANUELA?

São garotas, mulheres em porvir, em pleno terceiro milênio que o destino dessa ficção vai reunir num road movie de investigação e de descobrimento, assim como numa jornada de iniciação, misturando formatos, gêneros e mídias, documentário e ficção, passado, presente e futuro.

 ELISA

Imagina, eu e minhas amigas tamos ai, dando pinta de transgressoras em pleno terceiro milênio e essas doidas varridas roubavam uniformes de cadáveres para se passar por soldados no front há mais de 150 anos? Eu fico me sentindo uma filhinha de mamãe, prisioneira das convenções de uma sociedade conservadora e hipócrita, chorando por causa de homem … Coitadinha de mim… RÁ!

 noMuseu

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